Capturas de um IMAGINEER

 

Comecei a fotografar em Dezembro de 2018 - na altura, com 26 anos. Foi nessa altura que decidi que queria começar a viajar, na verdade: a ver mais do mundo, das pessoas e culturas que o povoam - e a trazê-los, de certa forma, comigo. O objectivo era tirar registos do mundo que se me abria assim. Mas a fotografia tem vida própria.

A fotografia abre-nos as portas para uma maneira focada e detalhada de olhar para o que nos rodeia - o poder de ter uma câmara nas nossas mãos não deve ser subestimado (especialmente depois de estudar um pouco sobre o assunto, em termos de técnica e composição). Com fotografia, torna-se mais fácil de Ver o mundo, ao invés de apenas o olhar; de abrandar e apreciar o que me rodeia com uma lentidão propositada. Sinto que antes de começar a fotografar, o que via era uma mancha de movimento e pressa e de relógios a avançar.

A fotografia obriga-nos a ser conscientes do que nos rodeia, e a considerar a forma como nós, humanos, lá nos inserimos; bem como como lidamos uns com os outros. A minha fotografia reflecte o meu amor não só pela beleza estética do nosso mundo, mas também pela forma como nos torna parte dele.